As fotos a seguir são resultado do trabalho interdisciplinar das disciplinas de História da Arte e Fotojornalismo, ministradas, respectivamente, pelas professoras Verbena Mourão e Márcia Guena com alunos do 2º e 4º períodos do semestre 2011.1, do curso de Comunicação Social - Jornalismo em Multimeios, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Departamento de Ciências Humanas (DCH) Campus III, Juazeiro
Do
inferno ao paraíso
“Marcar
só as pegadas, matar só o tempo, levar só recordações, (fotografia e
conhecimento), fazer só silêncio e queimar só calorias”.
Esse
é o slogan do paraíso existente em São Raimundo Nonato-PI, Serra da Capivara. O
parque arqueológico, com mais de 50 mil anos, é rico em registros da história
da humanidade. Ao entrar, o visitante tem a sensação de está dentro de um livro
de artes ou história.
Os alunos de jornalismo da UNEB (Universidade do
Estado da Bahia) tiveram o privilégio de visitar alguns dos 300 Sítios
Arqueológicos disponíveis para a visitação, entre eles, a Toca do Pajaú,
primeira a ser descoberta. A toca do inferno, com pedras esculpidas em forma de
rostos humanos, feitos pela ação da água
A Toca do Barro com seus seixos e pinturas
A partir desse momento vamos nos aprofundar na história e conhecimento
absorvido da toca do barro, que recebeu esse nome por que os moradores da
década de 60 classificavam o barro como o mais apropriado para produção de
panelas.Legendas: Cleima Souza,Ingrid Jéssica, Marcus Antônio, Raryana Wenethya. Fotos: Gildinha Passos e Helen Sampaio.
Vestígios
de fogueiras, deixados por moradores da década de 60 ou 70 que provavelmente
utilizaram o espaço como meio de proteção das ações da natureza.
As
pinturas rupestres existentes na toca do barro têm sua datação de 12 a 16 mil
anos. Nas quais foi utilizado o óxido de ferro para as suas produções. No
painel apresentado é possível visualizar figuras antropomórficas e zoomórficas,
que são respectivamente representações humanas e animais.
Momentos
que faziam parte da realidade do homem pré-histórico. Representações da
presença de animais, da caça como necessidade de sobrevivência, dominação do
homem sobre os animais e rituais humanos. São pinturas da cultura nordeste, por
apresentar ideia de movimento e serem figuras totalmente preenchidas.
Visão
panorâmica da Toca do Barro, evidenciando os seixos e a passarela construída
para que a presença de visitantes não deteriore o sítio arqueológico através da
poeira, que pode ser provocada pela movimentação das pessoas. A imagem também
apresenta alguns resquícios da mata úmida
Baixão da Vaca
Entre os sítios localizados no Parque Nacional, encontra-se o Baixão da
Vaca; composto por cerca de 750 pinturas distribuídas em um ambiente de 60
metros de largura. As pinturas do sítio são classificadas em dois estilos: o
tradicional nordeste, predominante ao longo do parque e que tem como
característica a representação do movimento e do cotidiano, com datação que
varia de 6 a 12 mil anos. E o tradicional agreste, caracterizado pela falta de
movimento; as imagens são estáticas e as datações compreendem-se entre 5 a 10
mil anos. Legendas: Adriane Lima, Ana Carla Nunes, Ana Marina Pereira, Andriela Mota, Gisele Ramos. Fotos: Fabiana M. Silva e Lorena Santiago.
Ilustração representativa dos rituais coletivos.
Pintura retratando o estilo tradicional agreste. Caracterizado por demonstrar imagens sem movimento, estáticas.
Imagens evidenciando distintas relações tais como: o parto, a caça, o sexo, animais pré-históricos e os diversos rituais.



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