terça-feira, 7 de agosto de 2012

Exposição Fotografia e Arte 2011


As fotos a seguir são resultado do trabalho interdisciplinar das disciplinas de História da Arte e Fotojornalismo, ministradas, respectivamente, pelas professoras Verbena Mourão e Márcia Guena com alunos do 2º e 4º períodos do semestre 2011.1, do curso de Comunicação Social - Jornalismo em Multimeios, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Departamento de Ciências Humanas (DCH) Campus III, Juazeiro





Do inferno ao paraíso

“Marcar só as pegadas, matar só o tempo, levar só recordações, (fotografia e conhecimento), fazer só silêncio e queimar só calorias”.
Esse é o slogan do paraíso existente em São Raimundo Nonato-PI, Serra da Capivara. O parque arqueológico, com mais de 50 mil anos, é rico em registros da história da humanidade. Ao entrar, o visitante tem a sensação de está dentro de um livro de artes ou história.
Os alunos de jornalismo da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) tiveram o privilégio de visitar alguns dos 300 Sítios Arqueológicos disponíveis para a visitação, entre eles, a Toca do Pajaú, primeira a ser descoberta. A toca do inferno, com pedras esculpidas em forma de rostos humanos, feitos pela ação da água

A Toca do Barro com seus seixos e pinturas

A partir desse momento vamos nos aprofundar na história e conhecimento absorvido da toca do barro, que recebeu esse nome por que os moradores da década de 60 classificavam o barro como o mais apropriado para produção de panelas.Legendas: Cleima Souza,Ingrid Jéssica, Marcus Antônio, Raryana Wenethya. Fotos: Gildinha Passos e Helen Sampaio.  

   Vestígios de fogueiras, deixados por moradores da década de 60 ou 70 que provavelmente utilizaram o espaço como meio de proteção das ações da natureza.


    As pinturas rupestres existentes na toca do barro têm sua datação de 12 a 16 mil anos. Nas quais foi utilizado o óxido de ferro para as suas produções. No painel apresentado é possível visualizar figuras antropomórficas e zoomórficas, que são respectivamente representações humanas e animais.

 Momentos que faziam parte da realidade do homem pré-histórico. Representações da presença de animais, da caça como necessidade de sobrevivência, dominação do homem sobre os animais e rituais humanos. São pinturas da cultura nordeste, por apresentar ideia de movimento e serem figuras totalmente preenchidas.   

    Visão panorâmica da Toca do Barro, evidenciando os seixos e a passarela construída para que a presença de visitantes não deteriore o sítio arqueológico através da poeira, que pode ser provocada pela movimentação das pessoas. A imagem também apresenta alguns resquícios da mata úmida

 Baixão da Vaca

Entre os sítios localizados no Parque Nacional, encontra-se o Baixão da Vaca; composto por cerca de 750 pinturas distribuídas em um ambiente de 60 metros de largura. As pinturas do sítio são classificadas em dois estilos: o tradicional nordeste, predominante ao longo do parque e que tem como característica a representação do movimento e do cotidiano, com datação que varia de 6 a 12 mil anos. E o tradicional agreste, caracterizado pela falta de movimento; as imagens são estáticas e as datações compreendem-se entre 5 a 10 mil anos. Legendas: Adriane Lima, Ana Carla Nunes, Ana Marina Pereira, Andriela Mota, Gisele Ramos. Fotos: Fabiana M. Silva e Lorena Santiago.

    Representações dos animais pré-históricos, desenhados com o composto do óxido de ferro, que caracteriza-se pela coloração avermelhada

     Representação de um mega animal encontrado no cotidiano dos homens pré-históricos. A pintura apresenta degradação sofrida possivelmente pela ação humana ou intemperismo.

    Ilustração representativa dos rituais coletivos. 

    Pintura retratando o estilo tradicional agreste. Caracterizado por demonstrar imagens sem movimento, estáticas. 

    Imagens evidenciando distintas relações tais como: o parto, a caça, o sexo, animais pré-históricos e os diversos rituais. 



















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